Por: Dra. Flávia Cyfer, Nutricionista Clínica, ministra cursos para profissionais da saúde por todo o Brasil



Com frequência escuto a seguinte pergunta: “Qual a melhor dieta?”. E essa pergunta não tem uma resposta objetiva de fato.

Uma dieta de qualidade é aquela que te mantem no peso ideal, supre as necessidades de todas as vitaminas e minerais e te dá prazer acima de tudo. Aliás, nesse caso, não estamos nem falando de “dieta”, e sim de alimentação saudável.

Existem, no entanto, algumas estratégias alimentares distintas quando pensamos em emagrecimento. Não vou entrar no mérito daquelas entituladas “milagrosas”, que são na verdade “picaretas”, sem nenhum embasamento científico e cuidado com a saúde como um todo. Essas não valem nem a pena comentar...

Mas afinal, quais as diferenças das diversas dietas estudadas?

Vamos entender um pouquinho cada uma:


- Dieta Low Carb

O mecanismo de ação principal dessa dieta é regular os níveis de glicose e insulina no sangue. Reduzindo a ingestão de carboidratos (cerca de 50-150g ao dia) e primando pela qualidade do mesmo (evita-se carboidrato refinado como pão branco, farinhas e massas e prioriza-se alimentos de baixo índice glicêmico, como a batata doce, aipim, inhame, grãos integrais, frutas e verduras), evita-se picos de insulina, que promovem a formação de gordura.


- Dieta Cetogênica

Essa é uma dieta extremamente “low carb”, ou seja, a restrição de carboidrato é altíssima, limitando a ingestão a 20g ao dia em média. Muitos alimentos são cortados nessa estratégia, como tubérculos, grãos e muitas frutas. O consumo de proteína é moderado e de gordura muito alto.

A ideia é fazer com que o nosso organismo passe a utilizar a gordura como fonte de energia ao invés da glicose, num processo bioquímico denominado cetose, e com isso vá queimando nossos estoques de gordura corporal.


- Dieta Detox

O objetivo dessa estratégia é desintoxicar o organismo, e dar um “boost” no trabalho do fígado em metabolizar substâncias que nos fazem mal, para assim mandá-las embora do nosso corpo. As “toxinas” podem vir pela alimentação, água, respiração e podem, quando não excretadas, atrapalhar sinais de saciedade, metabolismo de hormônios, causar alergias e retenção de líquidos. Nessa dieta, não se ingere proteína animal, utiliza-se alimentos orgânicos, muito suco verde e alimentos que potencializam o trabalho de desintoxicaçao do nosso organismo.


- Dieta da proteína

A ideia dessa dieta é provocar cetose também, assim como na cetogênica. O consumo de gordura e proteínas é altíssimo e de carboidrato restrito a no máximo 20g. O que ocorre é que muitas vezes o corpo não entra em cetose por conta da quantidade de aminoácidos oriundos das proteínas ingeridas.


- Dieta Paleolítica

A ideia é mimetizar a alimentação dos homens paleolíticos, que consumiam muita carne, castanhas, sementes, algumas poucas frutas e gorduras boas. Como os grãos ainda não eram cultivados nessa época, não faziam parte da sua alimentação, assim como os laticínios.


- Jejum intermitente

Nessa estratégia, há uma alternância entre períodos de alimentação e longos períodos de jejum. Apesar de existirem várias formas de se fazer o jejum, parece que todas elas promovem controle do peso quando bem aplicadas e longevidade, estimulando a reparação celular.

Salvo a dieta da proteína, que parece ter alguns efeitos indesejados a saúde, todas as outras, se bem aplicadas, priorizando a ingestão de alimentos variados e naturais, podem ser estratégias saudáveis para a perda de peso.

Fora a estratégia escolhida e traçada pelo nutricionista, é muito interessante aliar ao tratamento, suplementos que possam acelerar o resultado e minimizar o sacrifício (melhorando fome e ansiedade), sem causar efeitos colaterais e rebote após a sua retirada.

Alguns dos suplementos que mais uso na minha prática clínica, com resultados fantásticos são o Meratrim, Insea2, Citrimax e Lowat.



- Meratrim®

É um blend da planta Sphaeranthus indicus (S. indicus) e da fruta Garcinia mangostana, padronizado em 7% hydroxyfrullanolide e 2% alfa mangostin, compostos ativos que juntos e nessa quantidade demonstram exercer efeito lipolítico e de redução da circunferência de cintura através da modulação de genes e proteínas envolvidos na adipogênese e lipólise.


- Insea2®

É um blend de duas algas marrons: Ascophillus nodosum e Fucus vesiculosus. Ambas inibem as enzimas envolvidas na digestão e absorção de carboidratos, promovendo assim um efeito bloqueador dessa macromolécula, chegando à redução de 48% da absorção de carboidrato e de 12% do pico insulinêmico. Excelente para controle da glicose e emagrecimento. Por seu teor altíssimo de antioxidantes, ainda ajuda a perda de peso indiretamente por seu efeito anti-inflamatório. Além do mais, estudos recentes têm demonstrado uma ação prebiótica dessas algas, contribuindo ainda para a saúde e manutenção do peso por mais um mecanismo: a modulação da flora intestinal.


- Citrimax®

Esse suplemento é composto pelo ácido hidroxicitrico padronizado, componente ativo da fruta Garcinia camboja. Sua ação principal é inibir parcialmente a enzima citrato liase, chave para a formação de gordura no corpo. Ainda, melhora a ação da serotonina, controlando a ansiedade e afina a sensação de saciedade por modular a leptina.


- Lowat®

É a combinação das folhas de uma planta chamada Piper betle com as sementes de outra planta denominada Dolichos biflorus. Ambas combinadas e padronizadas em seus compostos ativos melhoram a ação de um hormônio, a adiponectina, fundamental para sensibilizar a insulina, combater inflamação e estimular a perda de peso. Ao mesmo tempo, reduz a grelina, conhecida como “hormônio da fome”. Estudos conduzidos com obesos por 8 semanas apresentaram resultados na perda de peso quase 3 vezes maior no grupo tratado com Lowat em relação ao placebo.

Esses são exemplos de suplementos com eficácia e segurança comprovada, que podem fazer parte de um tratamento de emagrecimento, aliado a uma estratégia alimentar saudável. Podem ser manipulados isoladamente ou combinados para potencializar ainda mais sua ação.

Perder peso deve ser um processo saudável, e nem por isso precisa ser demorado para que não desmotive o paciente.

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