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Uma dúvida recorrente em relação aos estrógenos conjugados é em relação à sua correção. Por isso, vamos explicitar um modelo de cálculo aplicado.

É necessário avaliar o teor de estrógenos conjugados no laudo de análise do lote a ser utilizado.

Você encontrará essa informação no laudo como “Total de estrógenos conjugados”.

Teor da Substância = 37,5 mg/g, deve-se:
1. Converter 37,5 mg para g, portanto teremos 37,5 dividido por 1.000 = 0,0375g.
2. Esse valor de 0,0375g deve ser convertido para porcentagem (%), ou seja, multiplicado por 100 = 3,75%
3. Então, divide-se 100 pelo teor da substância (3,75%): FC = 26,6

Esse fator de correção deve ser multiplicado pela concentração prescrita pelo médico na quantidade correta de capsulas.

Cada enzima possui uma unidade específica que poderá ser considerada equivalente a UI para realizarmos o cálculo.

No certificado de análise da Pharma Nostra® você encontrará esse valor no campo “Atividade”.

Encontrado esse valor basta realizar uma regra de três para encontrar o valor em gramas.

A unidade da Lactase é dada em ALU e não existe conversão para outras unidades de medida, como FCC ou UI.

Para prescrições em outras unidades como UI, U ou FCC, deve-se considerar como unidade (U) e calcular o valor em gramas, de acordo com o resultado do seu laudo de análise.

Por exemplo, caso tenha sido prescrito 9.000UI.

Considerando que o resultado do certificado de análise seja 5.000ALU, então:
5.000 ALU _______ 1g
9.000 ALU ________ xg

A pancreatina contém três principais enzimas: a protease, amilase e a lipase.

Potência de atividade enzimática total do lote:
25.000 unidades de amilase + 2.000 unidades de lípase + 25.000 de protease = 52.000 unidades
1g de pancreatina ________52.000 unidades de atividade enzimática total
x ------------------------------------25.000 unidade por cápsula
x = 25.000x1 / 52.000
x = 0,48g = 480mg

Resposta:
Para obter 25.000UI de pancreatina, por cápsula, devo pesar 480mg de pancreatina.
O fármaco pancreatina só deverá produzir o seu efeito máximo no duodeno ou jejuno, desse modo, é necessário que seja utilizado o revestimento gastroresistente (entérico).

Esta é uma simulação, usada como exemplo para o calculo da Pancreatina, sendo os valores utilizados sujeitos a alterações de acordo com fabricante e teor de laudo de análise.

Betacaroteno: 6mcg/10UI

Vit. D3: 40.000.000UI/g

Vit. E 50%: 0,5UI/mg

Estradiol (beta): 10.000UI/1mg

Não há referências para a conversão de Vitamina B12 em UI. A dosagem do mesmo é dada em microgramas (mcg).

A expressão “hormônios bioidênticos” se refere aos hormônios que apresentam a mesma estrutura química dos hormônios sexuais, produzidos pelo organismo humano. Portanto, a expressão é conceitual.

Por exemplo, toda testosterona na forma base será bioidêntica, independente de seu método de fabricação, origem, etc., já que é a mesma forma produzida no organismo humano.

Já um sal desse hormônio não seria bioidêntico como, por exemplo, testosterona propionato. Essa regra valerá para todos os hormônios.

Quando se manipulam medicamentos efervescentes, um dos problemas mais comuns é o estufamento dos sachês. Na verdade, o inchaço decorre da formação de gás no interior do material de acondicionamento; isso acontece devido reações químicas, provenientes da reação química responsável pela efervescência. A reação ocorre em presença de água, que ao entrar em contato com o ácido cítrico e o bicarbonato reagem, produzindo gás carbônico. Raciocínio semelhante ocorre com o ácido tartárico.

Assim, caso haja traços de umidade, a reação de efervescência se inicia no interior do material de acondicionamento e produz o gás que causa o inchaço do saquinho.

Para evitar esse problema, é necessário uma técnica de preparação apurada, conforme descrevemos abaixo:

1) Calcular a quantidade de cada componente, de modo a preparar todas as doses;
2) Dissecar os componentes em dessecador, no mínimo por 24 horas;
3) Secar toda a vidraria em estufa;
4) Eliminar qualquer resquício de umidade das bancadas;
5) Reduzir a umidade do local de manipulação ao mínimo;
6) Se possível, colocar sobre a bancada uma pequena capela e dentro dela uma quantidade suficiente de sílica dessecante e esperar pelo equilíbrio;
7) Se isso não for possível, manipular rapidamente;
8) Pesar cada componente individualmente;
9) Transferir todos os componentes para um frasco de vidro, com tampa, perfeitamente seco;
10) Misturar exaustivamente, por cerca de 2 minutos;
11) Tamisar em tamis de número 30 ou 20. Reprocessar rapidamente, se necessário;
12) Misturar novamente em frasco de vidro, por cerca de 2 minutos;
13) Pesar as doses individuais;
14) Acondicionar e rotular.

Portanto, um fator consideravelmente importante para a manipulação é a umidade relativa do ar, no momento em que se está fazendo a formulação. A manipulação de pós efervescentes se torna uma problemática quando a umidade do ambiente está elevada, por isso recomendamos a manipulação um local com menor umidade possível (30-35%).

Por conter um baixo teor de lactose (aproximadamente 0,5-1,0%), o Lactium™ pode, inclusive, ser considerado lactose free.

Pode ser usado para pessoas com intolerância à lactose, mas não é recomendado para pessoas alérgicas à lactose, pois para esses, qualquer concentração pode desencadear a reação alérgica.

Devido a seu mecanismo de ação e por sua composição (natural), podemos afirmar que o Lactium™ pode, sim, ser prescrito para crianças.

Não. O UC-II® é colágeno não desnaturado, tipo II, presente na cartilagem das articulações, ou seja, tem ação somente para uso oral, ajudando o organismo a reconstituir a cartilagem articular.

Sim. O UC-II® pode ser usado em animais de pequeno e grande porte. Para animais é indicado 20mg até 80kg e 40mg acima de 80kg, ao dia. Para animas de grande porte, do tipo cavalos, os estudos indicam até 480mg ao dia.

Não. O UC-II não pode ser aquecido acima de 40ºC.

Os excipientes para cápsulas mais indicados são: celulose Microcristalina, Aerosil, Àcido Esteárico e Estearato de Magnésio.

Também chamados de minerais orgânicos, minerais quelatados ou mineral aminoácido quelato, são minerais ligados a um aminoácido e que possuem maior capacidade de serem absorvidos pelo organismo.

Para o cálculo de correção de minerais quelatos, deve-se levar em consideração a prescrição médica. Se o solicitado for apenas o mineral puro, o que chamamos de teor elementar, deve-se aplicar o fator. Se o prescrito for quelato, não. Para se certificar no momento da prescrição, o ideal é avaliar pela dosagem prescrita, assim sabemos se é prescrito o elementar ou não.

COMPOSTO MINERAL

TEOR ELEMENTAR

Boro

5%

Cálcio

20%

Cobre

20%

Cromo

10%

Ferro

20%

Fósforo

20%

Magnésio

30%

Manganês

15%

Molibdênio

0,2%

Potássio

20%

Selênio

1,0%

Vanádio

0,1%

Zinco

20%

As prescrições que chegam em mcg, referindo-se à dose do selênio mineral elementar (50 a 200 mcg) devem ser corrigidas. Essa correção é feita de acordo com o resultado do seu certificado de análise do teste de selênio. Os certificados trazem o doseamento de selênio em ppm. Lembrando que PPM = mcg/g.

Por exemplo: se o médico prescreveu para o paciente 100mcg por dia. O cálculo será da seguinte forma:

2.040mcg de selênio ------------------- está para 1g de Exselen®
100mcg de selênio prescrito ---------------------- corresponde à Xg de Exselen®

Fazendo essa regra de três, seu resultado será de 0,049g; ou 49mg/dia.

Dessa forma, é possível calcular o quanto de Exselen® deve ser pesado, de acordo, com a prescrição em selênio. O médico poderá também prescrever um valor de 50mg de Exselen®, o que facilita e dispensa a aplicação da correção.

Quando for necessária a aplicação dos fatores de correção e de equivalência, para a mesma substância, multiplica-se um pelo outro e depois multiplica-se esse resultado pela dosagem. Como um exemplo desse caso, temos o Pantoparzol Pelletes, com teor de aproximadamente 15%, e FC de aproximadamente 6,6 e Feq de 1,13, conforme manual da Anfarmag, 4ªedição.

Para o armazenamento de insumos higroscópicos e quaisquer outros que por conhecimentos sejam sensíveis à umidade, sugerimos que os mesmos sejam acondicionados nas embalagens originais da Pharma Nostra®, tanto interna quanto externa, e ainda dentro de um pote, hermeticamente fechado, com sílica dessecante ao redor. Isso a fim de evitar a entrada de ar e passagem de umidade para a matéria prima. Recomendamos fechar bem o zip das embalagens, antes de acondicioná-las no pote.

Outro fator que podemos recomendar é a exposição moderada do produto ao ambiente, no momento da manipulação, evitando grandes períodos de contato do produto com o ar ambiente.

É necessário também que os materiais/utensílios utilizados em contato com a matéria prima estejam devidamente limpos e secos.

Caso seja de conhecimento que a umidade do local também seja elevada, sugerimos até mesmo a colocação de desumidificadores nos ambientes.

==> Alguns itens que merecem atenção e se encaixam a esse tipo de armazenamento são: Topiramato, Emblica, Epicor™, Ácido Lactobiônico, Imipramina, Vitamina D3, Acetil L Carnitina HCl, L Carnitina, fitoterápicos em geral, entre outros.

Os lactobacillus comercializados pela Pharma Nostra® são liofilizados e são armazenados em geladeira, apenas para preservar o produto por mais tempo (aumentando a shelf-life do item), mantendo assim sua qualidade por um período maior.

Segundo o fabricante “Futureceulticals”, os produtos acabados não necessitam de refrigeração.

Segue abaixo a resposta do próprio fabricante, frente ao questionamento:

“This email is to inform you that the lactobacillus can be put into the medicines and kept at room temperature.
Only the raw product needs to be kept frozen.
Judy Disselkoen
Van Drunen Farms/Future*Ceuticals”

“Este email é para informá-los que os lactobacilus podem ser colocados nos medicamentos e mantidos em temperatura ambiente.
Apenas a matéria prima tem de ser mantida sob refrigeração”.

A correção de umidade de um insumo deve ser avaliada pela própria farmácia, pois a mesma irá estabelecer os seus padrões. A Pharma Nostra® não indica a correção ou não da umidade.

Sim, dentro das faixas de solubilidade estabelecidas pela farmacopeia brasileira embora traga a informação de que é insolúvel, dentro das faixas estabelecidas o mesmo DEVE solubilizar-se.

Não. O produto acabado poderá ser mantido em temperatura ambiente.

Os Lactobacillus comercializados pela Pharma Nostra, vem com uma especificação de doseamento de "1,0E + 10UFC/g. Essa é uma nomenclatura científica, onde o "E" refere-se ao exponencial 10 e o "+ 10" refere-se à potência, ou seja, 1,0 x 1010. Desse modo, o cálculo seria 10 bilhões de UFC/g, que é a especificação mínima dos nossos Lactobacillus.

Essa informação consta também no rodapé do laudo.